Artigos

Já nascemos Inteligentes Relacionais e é possível desenvolver essa inteligência?

O que você lembra de quando era bebê? Pouco lembramos o que nos acontece antes dos dois anos de idade. Esse fenômeno é chamado de amnésia infantil e acontece em função das constantes mudanças estruturais que ocorrem no cérebro desde que somos crianças. Nos primeiros anos de vida, o sistema nervoso central ainda não está totalmente formado e novas células e conexões neuronais vão se formar, desenvolvendo cada vez mais todas as inteligências e o que aprendemos no decorrer da vida.


Embora o cérebro infantil seja pouco desenvolvido, as emoções que vivemos e os conhecimentos a respeito do mundo, ficam registrados desde a mais tenra idade. Nossas experiências, boas ou ruins, ficam arquivadas e vão se transformando em informações que serão acessadas quando precisarmos, principalmente depois que formos capazes de nos comunicar e de expressar o que sentimos e queremos. Todas as emoções e as memórias vividas nos primeiros meses de vida, continuam nos influenciando inconscientemente na vida adulta. E essas experiências vão formando a nossa inteligência emocional e relacional.

Somos “validados” através do contato com os outros, por isso somos seres totalmente relacionais. Não nos formamos se não formos cuidados, amamentados, protegidos e essas vivências geram impactam em nós e fazem com que as emoções sejam sentidas e experimentas.

Só depois que recebemos esses cuidados e registramos os sentimentos bons e ruins, de generosidade, cuidado, carinho, ou de rejeição, sofrimento, dor, é que somos capazes de nos tornar serem capazes de perceber como os outros se sentem e realmente criar empatia. A inteligência relacional, tem como princípio gerar relacionamentos saudáveis na vida pessoal e na sociedade em geral e se tornam ricas e satisfatórias quanto melhor estivermos sintonizados com as pessoas ao nosso redor.

Então sim, a IR é possível de ser desenvolvida. A sabedoria relacional vem da possibilidade que temos de aprender com cada experiência, com as trocas boas e ruins que temos com as relações no decorrer da nossa vida. A troca de carinho, de afeto e atenção ou mesmo as discussões e os atritos, contribui para o amadurecimento relacional. Quando mais nos relacionamos, mais aprendemos, principalmente se seguirmos os seis Passos para se tornar um Inteligente Relacional.

Porque agimos assim?

Quantas vezes já nos perguntamos, porque eu disse isso? Ou porque eu fiz isso? Ou pior, porque eu permiti que fizessem isso comigo? Sim, porque as pessoas só fazem conosco o que a gente permite.
Quanto mais estudo o comportamento humano e as relações humanas, mais me surpreendo com as surpresas e dúvidas que as pessoas tem sobre suas próprias reações diante dos fatos do dia a dia, sejam eles corriqueiros ou inesperados. Quando envolve outras pessoas então, ficamos ainda mais confusos, sem entender porque as pessoas agiram de determinada forma em determinada situação.

O comportamento humano nada mais é do que a expressão de uma ação. Quando vemos uma pessoa andar, falar ou gesticular, ela está manifestando uma ação e mostrando a forma como ela se relaciona com o mundo. Essa interação é influenciada por diversos fatores, internos e externos ao ser humano, como: personalidade, cultura, expectativas, papéis sociais que assumimos e as nossas experiências.

A origem e a formação desses comportamentos começa muito cedo, alguns autores dizem que desde a concepção. De qualquer forma, é mesmo dentro da nossa própria casa. “Sofremos” a ação das pessoas à partir do momento em que nascemos, influências positivas ou negativas, desde o carinho e a atenção recebida até as broncas e brigas familiares. Todas as ações que vivemos afetam o nosso comportamento. Por isso, somos seres relacionais e validados através do outro. Nós mudamos e nos ajustamos ao mundo de acordo com a forma como as pessoas agem ao nosso redor.

A interação e as nossas relações sociais provocam modificações importantes no nosso comportamento. Por isso costumo ressaltar nas minhas apresentações, os pais e os filhos são escolhidos por Deus, eles vem para nós para que possamos aprender com eles. Os outros relacionamentos (todos) podem ser escolhidos.

O que você tem escolhido para você? Quais são as pessoas que mais te influenciam? Se nos tornamos indivíduos através do contato com o outro e pela interação social, então, essa escolha define as perguntas feitas no início desse texto.

Você quer se tornar mais inteligente na forma como você se relaciona? Então comece escolhendo boas pessoas para compartilhar sua vida com você.

Ana Artigas
www.anaartigas.com.br

Telefone: +55 (41) 3343.2819
Email: [email protected]