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Atire a primeira pedra quem nunca tomou uma decisão por impulso!

Se for difícil lembrar-se de uma decisão que tomou por impulso, volte a sua adolescência. Quantas vezes acelerou o carro mais do que deveria ou bebeu um pouco além da conta e tomou a corajosa decisão de ligar para aquela pessoa que já tinha rompido o relacionamento? Quantas vezes não tomamos decisões precipitadas e nos arrependemos depois? E o pior não é a ação em si, mas a consequência dela. Quanto tempo se perde para corrigir o trajeto? Se é que conseguimos, não é mesmo? E como líder? Quantas decisões por impulso você já tomou e como fez para corrigi-las?

Lembro de uma ocasião há alguns anos atrás, onde trabalhava com uma líder que só me ensinou "ingerências", aliás, essa palavra "aprendi" com ela. Segundo a definição da minha gestora naquela época, isso queria dizer: "tudo que não se deve fazer em liderança". Foram quase dois anos aprendendo diariamente vendo suas atitudes e o que eu não devia fazer quando me tornasse uma líder. Em uma determinada manhã, tínhamos que decidir quem iria gerenciar um projeto importante que tínhamos acabado de fechar. Por favoritismo escolheu a pessoa que mais gostava, mas que não tinha condições de abraçar o projeto. Não por incompetência (apesar de não ser a mais competente das pessoas que já conheci), mas por já estar envolvida em outros projetos que a impossibilitariam de dar a atenção devida ao cliente. Para resumir, o resultado foi catastrófico, a empresa reclamou, achou que não dedicamos o tempo necessário a eles e que não cumprimos o prazo. Como resultado de uma ação impulsiva e por falta de planejamento criterioso do processo e de quem poderia assumi-lo, colocou nossa empresa em risco. A equipe tentou alertá-la, mas não quis escutar ninguém e a estava na cultura de que deveríamos fazer rápido, mas esqueceu de perceber que rapidez não é garantia de eficiência. A lição que tiramos nestes casos é que para algumas decisões a pressa é realmente inimiga. Nem sempre a agilidade é sinônimo de eficácia. Costumo dizer que : "há uma grande diferença entre movimento e direção". Movimentar-se é mexer o corpo sem controle, é muito simples e qualquer animal pode fazer, mas direcionar as suas ações com foco em resultados e de forma estratégica, é uma ação que precisa ser pensada. Para que você possa trazer resultados melhores em 2010 pare de correr riscos desnecessários e de tomar decisões por impulso. Coloque nas suas metas: "esse ano vou planejar melhor minhas ações, trabalhando de forma mais inteligente, pensando no que faço e no porque faço."

Passos que podem ajudá-lo:
1) Avalie friamente quanto tempo tem para tomar a decisão;
2) Converse com as pessoas envolvidas e deixe claro para elas a importância de decidir de forma planejada;
3) Defina quem pode ajudá-lo nesta decisão, evite "abraçar" tudo sozinho;
4) Faça um Mini PDCA.

Não precisa ser um processo complicado, nem seguir exatamente essa sequencia, mas é fundamental que comece pelo planejamento, depois faça uma experimentação do processo, assim consegue programar e agir sobre ele fazendo os devidos reparos antes de implementá-lo definitivamente!

Na maior parte das vezes a pressa em tomar uma decisão é exatamente o que destrói suas chances de obter sucesso ou melhores resultados. O impulso é essencial para o sucesso, mas somente quando é usado na reta final, depois que a decisão foi tomada. Impulso serve para impulsionar, não para decidir!

Lembre-se de diferenciar movimento e direção. Primeiro planeje para onde vai e de que forma deve se movimentar, depois não perca nem mais um minuto e tome a decisão! Tenho certeza que desta forma terá mais sucesso e um ótimo começo de ano!

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